Trata-se de um exercício simples e eficaz simples para trabalhar o controlo da respiração e do fluxo de ar que passa pela abertura dos lábios.
Uma dúvida recorrente, especialmente entre os mais novos:
“Será que é preciso muito ar para tocar trompa?”
Naturalmente, em notas nos registos extremos ou em dinâmicas mais intensas, é necessária uma maior quantidade de ar. No entanto, no registo médio em dinâmicas suaves, a quantidade de ar necessária para tocar trompa não é assim tão grande. Na maioria das situações, o trompista precisa de parar para reabastecer de oxigénio, mas ainda tem ar nos pulmões. Se isso não acontecer, há duas possibilidades: ou não inspirou ar suficiente, ou a abertura dos lábios pode ser excessiva, fazendo com que se gaste demasiado ar para produzir pouco som.
Exemplos como a transição entre o Adagio e o Rondo do Concerto Imperador de Beethoven, onde as trompas sustentam um fá que parece prolongar-se eternamente enquanto o pianista se deleita com cada nota, exigem que um trompista mantenha notas durante um período considerável de tempo. Isto torna-se ainda mais desafiador para a 2ª trompa, uma vez que a nota está uma oitava abaixo…

Também realizei uma experiência inversa utilizando as bombas uma trompa natural. A quantidade de ar utilizada não mudou significativamente, mas, como esperado, as notas no registo médio puderam ser sustentadas durante mais tempo. Em certas dinâmicas e registos, tive de respirar oxigénio apesar de ainda ter ar nos pulmões. Uma das dificuldades é manter a mesma dinâmica, pois tocar dentro de um balão mascara a dinâmica real. Além disso, a resistência da pressão do ar dentro do balão é muito diferente da sensação de tocar numa trompa real. Não foi uma experiência científica, pois muitos parâmetros não foram controlados. Ainda assim, é fascinante poder visualizar a quantidade de ar necessária para uma determinada passagem.

